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PM que morreu em queda de avião em MG havia acabado de voltar da licença-maternidade

A primeira-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, uma das três policiais militares que morreram na queda de um avião da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), havia acabado de retornar da licença-maternidade. O acidente ocorreu na tarde de sexta-feira (9), nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, na região de Ipatinga.

Gabriela integrava o Comando de Aviação do Estado (ComAvE) e foi a primeira mulher da PM mineira habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa. A volta da oficial às atividades foi celebrada pela corporação em uma publicação nas redes sociais feita dias antes da queda. Na mensagem, o comando destacou os papéis de Gabriela como mãe, piloto e policial militar.

A militar era mãe de duas crianças. Segundo informações divulgadas por veículos que acompanharam a coletiva da PMMG, ela participava de um voo de rechecagem de habilitação, procedimento periódico e obrigatório para a manutenção da qualificação dos pilotos da corporação.

Também morreram no acidente o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre e a tenente Alice dos Santos Almeida. Silvestre comandava o Esquadrão de Aviões do ComAvE, atuava como instrutor e era considerado um dos profissionais mais experientes da aviação policial de Minas Gerais. Alice também era piloto e integrava o grupo responsável pelas operações aéreas da PM.

Em coletiva de imprensa, a PMMG informou que a aeronave era o Pegasus 17, um bimotor Beechcraft Super King Air 300, de prefixo PP-EJO. O avião decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16, com destino a Ipatinga. De acordo com a corporação, a aeronave pousou no aeroporto regional às 15h59 e caiu após uma nova decolagem, nas imediações do terminal.

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais foi acionado por volta das 16h20 para atender à ocorrência registrada às margens da BR-458. As três pessoas que estavam a bordo morreram no local. Imagens divulgadas após o acidente mostraram fogo e uma coluna de fumaça na área próxima ao aeroporto.

A PM informou que o voo fazia parte de uma atividade de treinamento operacional e que a aeronave era utilizada em missões de segurança pública, transporte executivo e transporte aeromédico. O avião também participava de operações de transporte de órgãos para transplantes em Minas Gerais.

As causas da queda ainda não foram esclarecidas. A investigação deverá ser conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), com a coleta de informações sobre as condições do voo, a aeronave e os procedimentos realizados antes do acidente. O Governo de Minas manifestou pesar pelas mortes e anunciou luto oficial de três dias em todo o estado.

Durante a coletiva, o diretor de Comunicação Organizacional da PMMG, coronel Flávio Santiago, afirmou que o momento era especialmente doloroso para a corporação. A instituição também ressaltou a trajetória dos três militares e a atuação do ComAvE em operações de apoio à população, incluindo missões de resgate e transporte de órgãos.