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Brasileira é suspeita de matar filha de 4 anos após perder guarda nos EUA

Uma brasileira de 35 anos é suspeita de ter matado a própria filha, de 4 anos, e depois tirado a própria vida em Houston, no Texas, nos Estados Unidos. O crime ocorreu na terça-feira (29 de setembro), poucas horas depois de uma audiência judicial que teria concedido ao pai a guarda principal da criança.

A menina, identificada pela família como Vivian Savella, foi encontrada morta com um ferimento de bala dentro de uma residência no condomínio Terra Reserve Place, na região oeste de Houston. A polícia foi chamada por volta das 17h45, após testemunhas ouvirem disparos no andar superior do imóvel.

De acordo com as autoridades, o padrasto da criança e uma babá estavam no piso inferior da casa quando escutaram os tiros. Eles subiram e encontraram Vivian e a mãe feridas. Os dois tentaram prestar os primeiros socorros até a chegada dos paramédicos, mas a menina não resistiu e morreu ainda no local.

A mulher foi levada em estado crítico para um hospital da região. Inicialmente, a polícia informou que ela havia sobrevivido ao disparo. No entanto, a morte foi confirmada na quarta-feira (30 de setembro). O Departamento de Polícia de Houston investiga o caso como um possível homicídio seguido de suicídio.

Segundo o tenente Larry Crowson, da polícia local, a audiência sobre a guarda havia ocorrido no mesmo dia. “Acreditamos que a mãe da criança de 4 anos teve uma audiência de custódia mais cedo. Depois disso, elas voltaram para casa”, afirmou o policial à emissora ABC13. A investigação aponta que a mulher teria atirado na filha antes de disparar contra si mesma.

Documentos judiciais citados por veículos americanos indicam que o pai, Aaron Savella, recebeu a guarda principal de Vivian. A mãe teria direito de ficar com a filha apenas em encontros continuamente supervisionados. A decisão também teria determinado que o pai assumisse as principais decisões relacionadas à educação e aos cuidados médicos da menina.

A família informou que Vivian deveria ser entregue ao pai na noite da audiência, mas nunca chegou à casa dele. Em comunicado divulgado por seus advogados, Aaron afirmou que confiou no sistema judicial, cumpriu as ordens determinadas pela Justiça e aguardou que o processo fosse concluído. “Nossa família está devastada. Vivian era amada sem limites pelo pai e por todos que tiveram a vida tocada por ela”, diz o texto.

A identidade da mãe foi divulgada por veículos de imprensa como Cibelle Savella e, em alguns registros, Cibelle Kubala. Ela era brasileira e havia se separado do pai da menina após anos de casamento. A disputa pela guarda se estendeu por vários anos e envolveu pedidos de medidas protetivas feitos por ambos, segundo informações publicadas pela imprensa.

As autoridades ainda não esclareceram todos os motivos que levaram à perda da guarda nem confirmaram oficialmente detalhes das decisões judiciais. A polícia continua ouvindo testemunhas e analisando as circunstâncias dos disparos. Até o momento, não há indicação de que o padrasto ou a babá tenham participado do crime.

Familiares e representantes das duas partes pediram privacidade. No Brasil, pessoas que enfrentam uma crise emocional ou pensamentos suicidas podem procurar o Centro de Valorização da Vida pelo telefone 188, com atendimento gratuito e 24 horas.