O advogado da família de Bianca Vieira do Prado, de 19 anos, afirma que a jovem pode ter sido atraída para uma emboscada por alguém de sua confiança antes de ser morta. Para Leonardo Mestre, os indícios reunidos até agora apontam para um crime premeditado e “extremamente planejado”. A Polícia Civil do Paraná ainda investiga a autoria, a motivação e a dinâmica do caso.
Bianca desapareceu na noite de 16 de setembro, depois de sair de casa, no bairro Campo Comprido, em Curitiba, acompanhada de uma amiga. Segundo informações apuradas pela imprensa, as duas planejavam ir a uma casa noturna na região do Capão Raso, onde encontrariam dois homens. O estabelecimento, no entanto, não estaria funcionando naquele dia.
No dia seguinte, Bianca ainda fez contato com a mãe e pediu R$ 80 para desbloquear o celular. Durante a conversa, disse que estava na casa de familiares da amiga. Depois disso, a família não conseguiu mais falar com a jovem e registrou um boletim de ocorrência. As equipes policiais passaram a reconstruir os últimos passos da vítima até chegar a uma área de mata no bairro Guarituba, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.
O corpo foi localizado na terça-feira, 6 de outubro, enterrado em uma cova rasa. Reportagens informaram que as mãos estavam amarradas. O cadáver foi encaminhado à Polícia Científica, onde são realizados exames para confirmação formal da identidade e para determinar a causa da morte. A necropsia também deve indicar se havia lesões e ajudar a esclarecer em que circunstâncias Bianca morreu.
Para o advogado da família, o modo como o corpo foi ocultado reforça a hipótese de planejamento. Ele afirma ainda que Bianca levava uma vida simples, morava com a mãe, não tinha antecedentes criminais e, segundo os familiares, não havia relatado ameaças. Por isso, a família não trabalha, neste momento, com a hipótese de que a jovem tivesse envolvimento com atividades ilícitas.
A amiga que acompanhava Bianca na noite do desaparecimento é considerada uma peça-chave para a investigação. Os investigadores querem esclarecer os deslocamentos feitos naquele dia, os contatos mantidos pelas duas e quem esteve com a jovem antes de ela desaparecer. Também é preciso esclarecer se Bianca foi morta em Curitiba e levada posteriormente para Piraquara ou se o homicídio ocorreu no próprio local onde o corpo foi enterrado.
A Polícia Civil avalia ainda a possibilidade de participação de mais de uma pessoa. A hipótese, segundo informações divulgadas pela imprensa, considera a necessidade de transportar e ocultar o corpo em uma região de mata. O delegado Thiago Filgueiras declarou que uma das linhas de investigação indica que a morte pode ter ocorrido no mesmo dia do desaparecimento, mas ressaltou que outros detalhes serão preservados para não prejudicar as diligências.
Até o momento, a polícia não confirmou oficialmente suspeitos nem informou prisões relacionadas ao caso. Os laudos periciais e os depoimentos devem ser decisivos para esclarecer a sequência dos acontecimentos. A investigação é conduzida pela Polícia Civil de Piraquara, com apoio da Delegacia de Proteção à Pessoa, unidade da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa.






