Tadeu Schmidt chamou a atenção dos seguidores nesta segunda-feira (31) ao publicar um desabafo sobre sua relação com o celular. Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, o apresentador afirmou que se considera viciado no aparelho e convidou o público a refletir sobre o tempo gasto diante das telas.
“Tô aqui pra reconhecer que eu sou viciado, e imagino que você também seja, viciado em celular”, declarou Tadeu. Na sequência, ele propôs que os seguidores tentassem superar o problema junto com ele, em uma espécie de desafio para reduzir o uso do dispositivo e recuperar momentos de desconexão.
O apresentador ponderou que o celular é uma ferramenta importante, especialmente para o trabalho, mas criticou a maneira como o aparelho passou a ocupar praticamente todos os momentos da rotina. Segundo ele, muitas vezes pega o telefone para resolver uma questão profissional e, sem perceber, acaba navegando pelas redes sociais por longos períodos.
“Quando você se dá conta, você tá scrollando assim, que nem um zumbi há muito tempo. Isso não é legal”, afirmou. Tadeu também contou que percebeu com mais clareza o impacto desse comportamento durante as férias, quando decidiu se afastar das telas. Para ele, a experiência de ficar offline foi positiva e mostrou que é possível estabelecer uma relação mais equilibrada com a tecnologia.
O jornalista ainda alertou que o uso constante do celular pode prejudicar a convivência. Ele citou situações em que a pessoa permanece concentrada na tela durante conversas, encontros ou atividades familiares, tornando-se ausente mesmo estando fisicamente presente. Ao resumir sua reflexão, classificou o aparelho como uma tecnologia excelente, mas que pode se tornar prejudicial quando usada sem limites.
“Esse troço aqui é sensacional, mas do jeito que a gente tá utilizando, é horrível, faz mal pra gente”, disse o apresentador, antes de reforçar o convite aos seguidores para reduzir o tempo conectado.
Embora a expressão “vício em celular” seja comum no dia a dia, especialistas costumam falar em uso problemático ou compulsivo do smartphone. O comportamento pode envolver dificuldade de interromper o uso, perda de controle, prejuízos no trabalho, nos estudos, nas relações pessoais e no sono. Isso não significa, necessariamente, que toda pessoa que passa muitas horas no celular tenha um transtorno diagnosticado.
Pesquisas científicas apontam, porém, uma associação consistente entre o uso problemático de smartphones e pior qualidade do sono, maior dificuldade para adormecer e redução do tempo de descanso. Revisões também encontraram relação entre o uso excessivo e sintomas de ansiedade, depressão e estresse, embora muitos estudos sejam observacionais e não permitam afirmar que o celular, sozinho, seja a causa desses problemas.
Entre as estratégias recomendadas estão desativar notificações desnecessárias, evitar o aparelho durante as refeições, estabelecer períodos sem tela e deixar o celular fora do quarto ou longe da cama. Quando o uso começa a comprometer a rotina ou provoca sofrimento, a orientação é buscar avaliação de um profissional de saúde.
Na publicação, Tadeu não revelou um diagnóstico nem apresentou um tratamento específico. O objetivo do vídeo foi compartilhar uma experiência pessoal e estimular uma mudança de hábitos. A declaração repercutiu justamente por abordar uma dificuldade cada vez mais presente: a sensação de estar sempre conectado, mas nem sempre realmente disponível para as pessoas e atividades ao redor.






