José Arthur Sousa Barros desapareceu na tarde de 26 de março de 2026, enquanto brincava na área externa da casa da família, na Vila Peruana, no Assentamento Lourival Santana, zona rural de Eldorado do Carajás, no sudeste do Pará. Na época, o menino tinha 1 ano e 6 meses. Mais de cinco meses depois, o paradeiro da criança continua desconhecido.
Segundo relatos da família, José Arthur estava acompanhado da irmã, de uma prima e de uma amiga quando sumiu, por volta das 16h30 e 17h. A residência fica às margens da BR-155 e próxima a um curso d’água. A família afirma que não percebeu imediatamente como a criança havia deixado o local. A partir daí, parentes, moradores e equipes de segurança iniciaram buscas pela região.
Durante os primeiros dias, foram realizadas varreduras em áreas de mata, pastagens, estradas, rios e propriedades rurais. Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Marinha participaram da operação, com uso de drones, cães farejadores, mergulhadores e sonar. A Marinha informou ter feito uma varredura no rio próximo à casa, mas não encontrou sinais conclusivos relacionados ao menino.
Uma das linhas apuradas surgiu após moradores relatarem a circulação de um veículo suspeito nas proximidades no horário do desaparecimento. Também foi divulgada a informação de que uma criança teria dito que “um carro preto levou o Tutu”, apelido de José Arthur. A possibilidade de sequestro passou a ser considerada pela investigação, mas não foi confirmada publicamente pelas autoridades. O caso permanece sob sigilo, e nenhuma pessoa foi responsabilizada de forma definitiva pelo desaparecimento.
Em abril, dois vizinhos chegaram a ser presos temporariamente após divergências identificadas em depoimentos e outras diligências. Eles foram liberados posteriormente, depois do fim do prazo da prisão temporária. O Ministério Público do Pará informou que acompanha o inquérito e que nenhuma linha de investigação havia sido descartada. As buscas ostensivas foram reduzidas após cerca de 11 dias, mas novas diligências continuaram sendo realizadas.
Em junho, equipes voltaram a procurar pistas em duas fazendas de Eldorado do Carajás depois de uma denúncia indicar que o corpo da criança poderia estar enterrado em uma das áreas. Até o momento, não houve divulgação de resultado que confirme essa informação. Outras pistas também não se concretizaram: uma criança localizada no Tocantins e outra vista em uma fotografia na Bolívia foram identificadas como pessoas diferentes de José Arthur.
No início de setembro, a família pediu apoio da Polícia Federal para verificar se o menino poderia estar entre crianças localizadas em uma operação nos Estados Unidos. De acordo com o advogado Elisson Araújo, consultas com autoridades norte-americanas e a Interpol compararam fotografias e características físicas de José Arthur, mas descartaram essa possibilidade. O advogado também informou que solicitou a inclusão do nome da criança na Difusão Amarela da Interpol, mecanismo de cooperação internacional usado em casos de desaparecimento.
Até esta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, não havia confirmação sobre o paradeiro de José Arthur. A Polícia Civil orienta que informações sobre o caso sejam encaminhadas pelos canais oficiais de denúncia, como o Disque-Denúncia 181. Para a família, a principal expectativa é que qualquer testemunho ou pista seja analisado e ajude a esclarecer o que aconteceu naquele fim de tarde em Eldorado do Carajás.





