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Homem é preso após manter bebê de dois meses e ex-companheira em cárcere privado em Maceió

Um homem foi preso em flagrante na manhã desta terça-feira (1º), após manter o próprio filho, um bebê de dois meses, e a ex-companheira em cárcere privado na Grota do Arroz, no bairro Cruz das Almas, em Maceió. A ocorrência mobilizou equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Ronda Ostensiva Tática Motorizada (Rotam).

Segundo informações repassadas pela polícia, o casal estava separado havia aproximadamente um mês e vinha enfrentando desentendimentos relacionados à convivência com a criança. O homem também teria alegado que o bebê sofria maus-tratos, mas essa acusação não foi confirmada pelas autoridades durante o atendimento da ocorrência.

A discussão começou por volta das 6h50. Durante o conflito, o suspeito permaneceu dentro da residência com o bebê no colo e se recusou a entregar a criança à mãe. A mulher teria sido impedida de sair inicialmente, mas conseguiu deixar o imóvel e acionou a Polícia Militar. O homem permaneceu trancado na casa com o filho e exigiu a presença dos policiais para iniciar uma negociação.

Equipes especializadas foram deslocadas para o endereço diante da possibilidade de a criança estar em risco. Os agentes iniciaram uma negociação direta com o suspeito, buscando garantir a segurança do bebê e evitar uma intervenção que pudesse agravar a situação. O diálogo se estendeu por cerca de 50 minutos.

Após as tratativas, o homem decidiu se render e liberou a criança. Ele recebeu voz de prisão no local e foi encaminhado à Central de Flagrantes, onde acabou autuado pelo crime de cárcere privado. A ex-companheira também compareceu à unidade policial para prestar depoimento e fornecer esclarecimentos sobre a dinâmica do caso.

O bebê foi retirado da residência sem ferimentos e, conforme as informações divulgadas pelas autoridades, passa bem. Não foram relatados feridos durante a negociação ou na ação policial.

O cárcere privado ocorre quando uma pessoa tem sua liberdade restringida, ainda que por período limitado, sem autorização legal. A investigação deverá avaliar as circunstâncias da retenção da mãe e da criança, além de eventuais outros crimes relacionados ao conflito entre o ex-casal. A prisão em flagrante será submetida à análise da Justiça, que poderá decidir pela manutenção da custódia ou pela aplicação de outras medidas cautelares.

O caso também chama atenção para a necessidade de que disputas envolvendo separação, guarda e convivência com filhos sejam encaminhadas pelos meios legais. Quando há ameaças, violência ou risco à integridade de crianças, a orientação é buscar imediatamente a Polícia Militar, a Polícia Civil ou os canais oficiais de proteção.