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Interpol procura mãe de Édson Davi após operação localizar 163 crianças nos EUA

A mãe de Édson Davi, menino desaparecido aos 6 anos na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, afirmou nesta quarta-feira (9) que foi acionada pela Interpol após uma operação realizada na Flórida, nos Estados Unidos, localizar 163 crianças e adolescentes. Segundo Marize Araújo, o contato ocorreu por meio do advogado que acompanha o caso.

Marize informou que entregará documentos do filho à Polícia Federal, no Rio de Janeiro, para que as autoridades possam verificar se há alguma correspondência entre Édson e as crianças encontradas durante a operação. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela pediu orações e manifestou esperança de que o menino esteja entre os jovens localizados no exterior.

Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que Édson Davi esteja entre os resgatados. Também não foi divulgado pelas autoridades americanas qualquer nome, imagem ou informação que permita relacionar o garoto brasileiro ao grupo localizado nos Estados Unidos. A família aguarda a análise dos documentos e eventuais procedimentos de identificação.

A operação citada pela mãe foi a Statewide Shield, conduzida por autoridades da Flórida durante cinco dias, em agosto. De acordo com o Departamento de Polícia da Flórida, as equipes localizaram crianças em diferentes regiões do estado, além de ocorrências relacionadas a outros seis estados americanos, um território dos Estados Unidos e 12 países. Os jovens tinham idades entre 2 meses e 17 anos.

As autoridades americanas informaram que os casos envolviam situações diversas, como desaparecimentos, abuso, negligência, exploração e exposição a atividades criminosas. Isso significa que as 163 ocorrências não formam necessariamente um único grupo mantido em cativeiro nem estão todas relacionadas ao tráfico internacional de pessoas. A operação reuniu órgãos policiais, serviços de proteção à infância, profissionais de saúde e entidades de apoio às vítimas.

Édson Davi desapareceu em 4 de janeiro de 2024, quando estava com o pai, que trabalhava em uma barraca na altura do Posto 4 da Praia da Barra. O menino brincava próximo ao local e foi visto pela última vez no fim da tarde. Buscas foram realizadas pelo Corpo de Bombeiros e pelas forças de segurança, mas a criança nunca foi localizada.

A principal hipótese trabalhada pela Polícia Civil desde o início foi a de afogamento. A família, no entanto, contesta essa possibilidade e sustenta que Édson não teria entrado no mar, levantando a suspeita de que ele possa ter sido levado por alguém. Imagens de câmeras e relatos de testemunhas foram analisados durante a investigação, sem que o paradeiro do menino fosse esclarecido.

A Interpol utiliza a chamada Difusão Amarela, ou Yellow Notice, para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, especialmente crianças, quando existe possibilidade de deslocamento para outro país. O mecanismo permite o compartilhamento de informações entre polícias de diferentes nações, mas a inclusão ou divulgação de um alerta depende da análise das autoridades competentes. No caso de Édson, ainda não foi informado se há um alerta internacional formal publicado em nome do menino.