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O Caso do Médico Acusado de Assassinar Larissa Talle em Ribeirão Preto: Um Crime que Chocou a Cidade
Em março de 2025, a cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, foi abalada por um crime que trouxe à tona uma trama de traição, envenenamento e suspeitas. A vítima, Larissa Talle Leôncio Rodrigues, uma professora de pilates de 37 anos, foi encontrada morta em seu apartamento no bairro Jardim Botânico, zona sul da cidade. O principal suspeito, Luiz Antonio Garnica, um médico de 38 anos e marido de Larissa, foi preso junto com sua mãe, Elizabete Arrabaça, acusados de envolvimento no assassinato. O caso, que inicialmente foi tratado como morte suspeita, revelou detalhes perturbadores à medida que a investigação avançava.
O Crime e a Descoberta
No dia 22 de março, Larissa foi encontrada sem vida pelo próprio marido, que relatou à polícia ter chegado ao apartamento e estranhado a ausência de resposta da esposa. Segundo ele, após procurá-la pelos cômodos, encontrou-a desfalecida no banheiro. Por ser médico, Luiz Antonio afirmou ter tentado reanimá-la, colocando-a na cama do casal e realizando procedimentos de emergência até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou o óbito. No entanto, o comportamento do médico no local chamou a atenção das autoridades. Testemunhas relataram que ele parecia tentar limpar o apartamento, o que levantou suspeitas de que poderia estar eliminando provas.
Inicialmente, um exame do Instituto Médico Legal (IML) foi inconclusivo, apontando apenas lesões patológicas no pulmão e coração de Larissa, além de um fenômeno conhecido como “cogumelo de espuma”, que pode ocorrer em mortes naturais ou não naturais. A ausência de uma causa clara levou a Polícia Civil a aprofundar as investigações, aguardando o resultado de um laudo toxicológico. Quando o exame foi concluído, a verdade veio à tona: Larissa havia sido envenenada com chumbinho, uma substância altamente tóxica, comumente usada como veneno de rato.
A Investigação e as Suspeitas
A Polícia Civil, sob o comando do delegado Fernando Bravo, começou a reconstruir os últimos dias de Larissa. Amigos e familiares relataram que a professora vinha apresentando sintomas como diarreia, vômitos e tremores semanas antes de sua morte, especialmente após consumir alimentos ou bebidas em casa. Um depoimento marcante veio de uma amiga, que afirmou que Larissa passou mal após comer um doce, relatando tremores e mal-estar. Esses sinais, somados ao laudo toxicológico, reforçaram a hipótese de envenenamento gradual.
A investigação revelou que Larissa havia descoberto recentemente uma relação extraconjugal de Luiz Antonio. Frustrada com a traição, ela compartilhou sua decepção com amigos próximos, o que pode ter sido um dos motivos do crime. A amante do médico, cujo nome não foi divulgado, também passou a ser investigada. Um fato surpreendente foi descoberto durante o cumprimento de um mandado de busca: a amante foi encontrada no mesmo apartamento onde Larissa morreu, apenas uma semana antes da prisão de Luiz Antonio. Além disso, o médico foi ao cinema com ela na véspera do crime, o que a polícia acredita ter sido uma tentativa de criar um álibi.
Outro elemento crucial foi o envolvimento da mãe de Luiz Antonio, Elizabete Arrabaça, de 67 anos. Uma testemunha relatou que, cerca de 15 dias antes da morte de Larissa, Elizabete procurava chumbinho para comprar, chegando a ligar para uma amiga fazendeira para perguntar sobre a substância. Ela foi a última pessoa a ver Larissa com vida, na véspera do crime, o que intensificou as suspeitas contra ela. Durante a prisão, Elizabete passou mal na delegacia e precisou ser internada em um hospital particular, mas segue sob custódia.
As Prisões e a Repercussão
Na tarde de 6 de maio de 2025, Luiz Antonio Garnica foi preso enquanto trabalhava em um consultório em Ribeirão Preto. Sua mãe foi detida no bairro Jardim Irajá, também na zona sul da cidade. As prisões temporárias foram decretadas com base no laudo toxicológico e nos depoimentos que apontavam a participação de ambos no crime. A polícia apreendeu celulares e computadores do médico, de sua mãe e da amante, buscando mais evidências que esclareçam a motivação e a execução do assassinato.
O caso ganhou grande repercussão em Ribeirão Preto e nas redes sociais, com muitos questionando as circunstâncias da morte e o comportamento do médico. A defesa de Luiz Antonio, representada pelo advogado Júlio Mossin, alega que ele é inocente e que não teve acesso ao laudo toxicológico. Um pedido de habeas corpus foi anunciado, mas, até o momento, mãe e filho permanecem presos, aguardando audiência de custódia.
Um Crime com Raízes em Conflitos Pessoais
A morte de Larissa Talle expôs um cenário de relações conturbadas e segredos familiares. A descoberta da traição, os sintomas de envenenamento relatados por amigos e a busca por chumbinho por parte da sogra sugerem um crime premeditado, executado com frieza. A polícia trabalha agora para esclarecer como o veneno foi adquirido e administrado, além de investigar a possibilidade de outros envolvidos.
Enquanto a cidade acompanha os desdobramentos, o caso de Larissa Talle permanece como um lembrete sombrio de como conflitos pessoais podem culminar em tragédias. A investigação continua, e a Justiça deverá determinar o destino de Luiz Antonio Garnica e Elizabete Arrabaça, enquanto a memória de Larissa, uma professora dedicada e querida, segue viva entre aqueles que a conheciam.



