Jovem é espɑƞcɑdɑ até a morte por trɑficɑƞtes por se negar a fazer se…Ver mais

Na madrugada de 17 de agosto de 2025, a comunidade da Coreia, em Senador Camará, Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi palco de uma tragédia que chocou moradores e familiares. Sther Barroso dos Santos, uma jovem de 22 anos, cheia de sonhos e planos, foi brutalmente espancada até a morte após se recusar a acompanhar um traficante em um baile funk. O caso, que reflete a violência e a vulnerabilidade enfrentadas por mulheres em áreas dominadas pelo crime, expõe a crueldade de um cenário onde a recusa a uma imposição pode custar a vida.
Sther era conhecida por sua alegria e determinação. Tinha planos simples, mas significativos: tirar a carteira de habilitação, se mudar para um novo apartamento e construir um futuro melhor. Sem qualquer envolvimento com o crime, ela frequentava o baile funk na comunidade, como muitos jovens de sua idade, em busca de diversão. Foi nesse ambiente que sua trajetória foi interrompida de forma trágica. Um homem identificado como Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, apontado como chefe do tráfico na região de Guadalupe, teria insistido para que ela o acompanhasse. Diante da recusa de Sther, a resposta foi uma violência desmedida. Ela foi espancada de forma tão severa que ficou irreconhecível, sendo deixada desfigurada na porta de sua casa, na Vila Aliança.
Apesar dos esforços de familiares e vizinhos, que a levaram às pressas para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, Sther já não apresentava sinais vitais quando chegou ao local. A brutalidade do crime chocou a comunidade, que se viu mais uma vez confrontada com a realidade de medo e insegurança que permeia regiões controladas por facções criminosas. A Polícia Civil assumiu a investigação, mas, até o momento, o suspeito permanece foragido, deixando um vazio de justiça para a família e amigos de Sther.
A história de Sther não é um caso isolado. Ela se soma a inúmeras outras em que mulheres enfrentam violência extrema por exercerem o direito de dizer não. Em comunidades onde o poder paralelo muitas vezes dita as regras, a autonomia feminina é frequentemente desafiada, e a recusa a imposições pode desencadear represálias devastadoras. O caso levanta questionamentos sobre a segurança pública, a proteção às mulheres e a necessidade de ações efetivas para combater a influência do crime organizado em áreas vulneráveis.
A memória de Sther permanece viva nos corações de quem a conheceu. Sua história é um lembrete doloroso de que a luta por respeito, liberdade e segurança ainda está longe de ser vencida. Enquanto a justiça não chega, a comunidade da Coreia e a família de Sther carregam a dor de uma perda irreparável, mas também a esperança de que tragédias como essa não se repitam.



