Hytalo Santos se manifesta pela primeira vez após ser exposto por Felca e sofrer graves acusações

O influenciador digital Hytalo Santos, de 28 anos, quebrou o silêncio nesta quinta-feira (14) após ser alvo de graves acusações feitas pelo youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca. Em um vídeo de 50 minutos que alcançou quase 40 milhões de visualizações, Felca denunciou Hytalo por suposta adultização e exploração de menores em conteúdos publicados nas redes sociais, o que gerou uma onda de repercussão nacional e medidas judiciais contra o paraibano. A polêmica culminou na suspensão de todas as contas de Hytalo nas redes sociais, na desmonetização de seus conteúdos e na autorização de mandados de busca e apreensão em sua residência, onde foram recolhidos celulares, computadores e outros equipamentos para análise pericial.
Hytalo, que acumulava mais de 20 milhões de seguidores em suas plataformas, é investigado desde 2024 pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) por suspeita de violar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). As denúncias apontam que o influenciador promovia conteúdos com adolescentes em situações inadequadas, como danças sensuais, festas com bebidas alcoólicas e dinâmicas com conotação sexual, incluindo perguntas sobre relacionamentos amorosos e comportamentos adultos. Felca, no vídeo que viralizou, classificou as práticas como um “circo macabro” e acusou Hytalo de lucrar com a sexualização de jovens, atraindo um público que incluiria homens adultos com interesses indevidos.
Em sua primeira manifestação pública, Hytalo enviou uma nota à imprensa negando veementemente as acusações. Ele afirmou que sua trajetória sempre foi pautada pelo compromisso com a proteção de crianças e adolescentes, destacando que jamais agiu fora da lei. Segundo o influenciador, todo o conteúdo produzido com menores contava com a autorização e o acompanhamento dos responsáveis legais. Ele também negou ter fugido ou obstruído as investigações, esclarecendo que está em São Paulo há mais de um mês e permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. “Reafirmo minha integridade e indignação diante de falsas acusações. Não aceitarei que minha imagem e meu trabalho sejam manchados por narrativas infundadas”, declarou, prometendo defender a verdade nos autos do processo.
A investigação contra Hytalo ocorre em duas frentes: uma cível, conduzida pelo MPPB, e outra criminal, sob responsabilidade da Polícia Civil. Além da suspensão de suas redes sociais, a Justiça determinou que ele seja afastado de qualquer contato com os adolescentes envolvidos no caso, e medidas protetivas foram solicitadas ao Conselho Tutelar. Durante a busca em sua casa em João Pessoa, a residência foi encontrada vazia, com apenas uma máquina de lavar ligada, o que levantou suspeitas de que Hytalo teria deixado o local com equipamentos antes da chegada da polícia. O juiz responsável pelo caso alertou que, caso isso seja interpretado como obstrução, um mandado de prisão preventiva pode ser emitido.
O caso também reacendeu o debate sobre a responsabilidade de influenciadores digitais na proteção de crianças e adolescentes. A denúncia de Felca, que recebeu apoio de figuras públicas como Glória Perez e Claudia Leitte, expôs a vulnerabilidade de jovens no ambiente online e a facilidade com que conteúdos inadequados podem ser disseminados para milhões de pessoas. Enquanto isso, Hytalo enfrenta não apenas as investigações, mas também a perda de sua principal fonte de renda e visibilidade. Ele insiste que os jovens que aparecem em seus vídeos, chamados por ele de “crias” ou “filhos”, formam uma “família não tradicional” baseada em afeto, e que as acusações são tentativas de distorcer sua imagem. A Justiça, agora, analisa as provas para determinar se houve ou não violação dos direitos de menores, enquanto o público acompanha o desenrolar de um caso que expõe os limites éticos do universo digital.



