Política

Ex-esposa de Bolsonaro, é feita refém por…ver mais

Na manhã do último domingo, 24 de agosto de 2025, um crime chocante abalou a cidade de Resende, no Sul Fluminense, Rio de Janeiro. Rogéria Nantes Bolsonaro, ex-esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, e seus pais, um casal de idosos com mais de 80 anos, foram feitos reféns durante um assalto em sua residência. O caso, que durou mais de uma hora, foi marcado por momentos de tensão e violência, deixando marcas emocionais nas vítimas, que, felizmente, não sofreram ferimentos físicos.

De acordo com relatos, os criminosos invadiram a casa armados e, aparentemente, com informações precisas sobre a família. Eles abordaram Rogéria assim que ela chegou ao imóvel, afirmando saber quem ela era e exigindo dinheiro que, segundo eles, Jair Bolsonaro enviava aos seus ex-sogros. Durante a ação, os assaltantes reviraram a residência em busca de valores, amordaçando as vítimas com fita adesiva e mantendo-as sob a mira de armas. Rogéria relatou que os criminosos, que se diziam oriundos do bairro da Penha, na Zona Norte do Rio, usavam luvas, mas as retiraram ao aplicar a fita adesiva, o que pode auxiliar nas investigações.

Apesar da violência, os bandidos não encontraram o dinheiro que buscavam. Frustrados, fugiram levando joias, celulares e o carro da família, que foi posteriormente recuperado pela Polícia Militar na Estrada do Ipiranga. A casa ficou em completo desordem, com portas e gavetas arrombadas, objetos espalhados pelo chão e marcas do terror vivido pelos reféns.

O senador Flávio Bolsonaro, filho de Rogéria e Jair Bolsonaro, usou suas redes sociais para relatar o ocorrido, descrevendo o episódio como “mais de uma hora de terror”. Ele destacou que os criminosos pareciam ter um objetivo específico, sugerindo que o assalto não foi um crime comum, mas uma ação direcionada. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, também filho de Rogéria, foi além, insinuando em vídeo publicado nas redes sociais que o crime poderia estar relacionado a uma suposta perseguição política contra a família, mencionando o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, embora sem apresentar evidências concretas.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro já instaurou um inquérito para apurar o caso, registrado como roubo com privação de liberdade. A investigação, conduzida pela 89ª Delegacia de Polícia de Resende, inclui a análise de imagens de câmeras de segurança da região e perícias no local do crime. Até o momento, os autores do assalto não foram identificados, mas as autoridades seguem em busca de pistas para responsabilizá-los.

O incidente ocorre em um contexto de aumento da violência no Sul Fluminense, uma região marcada por disputas entre facções criminosas pelo controle de rotas de tráfico. Recentemente, a Polícia Civil realizou a Operação Ponto Cego, que resultou na prisão de 20 pessoas ligadas ao Terceiro Comando Puro (TCP), apontado como um dos grupos que intensificam a criminalidade na área. Em Valença, cidade próxima a Resende, o número de assassinatos no primeiro semestre de 2025 já supera significativamente o registrado no mesmo período do ano anterior, evidenciando a escalada da violência local.

O assalto à residência da família de Rogéria Bolsonaro reacende debates sobre a segurança pública no Rio de Janeiro e levanta questionamentos sobre a possibilidade de motivações políticas ou criminais específicas por trás do crime. Enquanto as investigações não avançam, a família tenta se recuperar do trauma, e o caso segue gerando repercussão, com pedidos por justiça e maior proteção para os cidadãos em meio à crescente onda de violência na região.