Política

Em pleno julgamento: Moraes decide liberar Bolsonaro para at… Ler mais

Em 10 de setembro de 2025, o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para realizar uma cirurgia em Brasília, logo após o término do julgamento da Ação Penal 1.111, que investiga sua suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado após os atos de 8 de janeiro de 2023. Acusado de crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa, Bolsonaro enfrenta um processo que polariza o Brasil, com Moraes rejeitando qualquer tentativa de obstrução à Justiça e enfatizando a soberania nacional.

Críticos, como a advogada Fabiana Barroso, chamam o julgamento de “teatro de vingança”, enquanto apoiadores do STF, como o jornalista Gustavo Veloso, defendem a condenação como essencial para a democracia.

A autorização para a cirurgia, solicitada pela defesa na última segunda-feira, atende a um laudo médico que aponta a necessidade de remoção de lesões na pele com risco de câncer. O procedimento será feito sob escolta da Polícia Penal do DF, respeitando as medidas cautelares impostas a Bolsonaro, que está em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
Ele não compareceu ao julgamento devido a restrições de saúde e viagem, permanecendo em Brasília sob monitoramento da Polícia Federal. Essa não é a primeira vez que o ex-presidente precisa de aval judicial para tratamentos médicos, como em 2023, quando passou por cirurgias de emergência.

A decisão gerou reações intensas no X, com postagens de veículos como Poder360 e CBN destacando o equilíbrio entre justiça e humanidade. Bolsonaristas, como Jakelyne Loiola, expressaram indignação, chamando Moraes de “violador de direitos humanos” por controlar o acesso de Bolsonaro à saúde. Outros, como Lilliun Azules, especulam sobre uma “tentativa de fuga”. O episódio reforça a divisão política no Brasil, com o julgamento podendo impactar as eleições de 2026.

Uma condenação selaria o destino político de Bolsonaro, enquanto uma absolvição alimentaria narrativas de perseguição. O caso, marcado por tensão e simbolismo, segue como um capítulo aberto na história brasileira, com o país atento ao desfecho.