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Deputado do PT solicita prisão preventiva de Hytalo Santos por exposição de …

Na última segunda-feira, 11 de agosto de 2025, o influenciador digital Hytalo Santos, conhecido por seus vídeos de brega funk e por ostentar uma vida luxuosa nas redes sociais, tornou-se alvo de um pedido de prisão preventiva protocolado pelo deputado federal Reimont, do PT do Rio de Janeiro, que preside a Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados. A solicitação, encaminhada ao Ministério Público Federal, pede uma investigação criminal urgente para apurar denúncias de exploração sexual de menores em conteúdos publicados pelo influenciador, além de avaliar a possibilidade de sua prisão caso seja constatado risco contínuo às vítimas.

O caso ganhou notoriedade após um vídeo publicado pelo youtuber Felca, que conta com milhões de seguidores, viralizar na internet. No vídeo, intitulado “Adultização”, Felca acusa Hytalo de produzir conteúdos que sexualizam crianças e adolescentes, atraindo um público adulto com interesses questionáveis. Um dos casos destacados envolve uma adolescente que começou a aparecer nos vídeos de Hytalo aos 12 anos e, ao longo do tempo, teria sido exposta de forma cada vez mais sensual, o que levantou suspeitas de violação do Estatuto da Criança e do Adolescente. As denúncias apontam que os vídeos, muitas vezes gravados em ambientes com bebidas alcoólicas ou com interações de conotação sexual, teriam como objetivo gerar engajamento e lucro, inclusive em circuitos que poderiam envolver pedofilia.

Hytalo Santos, que já acumula mais de 16 milhões de seguidores em suas redes, nega as acusações. Ele afirma que os conteúdos são produzidos com a autorização das mães das adolescentes envolvidas e que algumas delas seriam legalmente emancipadas. Apesar disso, a repercussão das denúncias levou à desativação de seus perfis no Instagram, assim como da conta de uma adolescente frequentemente presente em seus vídeos, identificada como Kamylinha. O Ministério Público da Paraíba já investigava o influenciador desde 2024, após denúncias anônimas, e agora, com o pedido do deputado Reimont, a pressão por uma resposta rápida e rigorosa aumentou.

O documento protocolado por Reimont não se limita a Hytalo. Ele também solicita uma investigação mais ampla para identificar outros influenciadores que possam estar envolvidos em práticas semelhantes de exploração de menores nas redes sociais. Além disso, pede a atuação coordenada de órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público e os Conselhos Tutelares, visando proteger as vítimas e garantir celeridade no processo. O caso também gerou movimentação na Câmara dos Deputados, com propostas de projetos de lei para regulamentar a presença de crianças em conteúdos digitais e impedir a monetização de vídeos que as exponham de forma inadequada.

A situação de Hytalo Santos reacendeu o debate sobre a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Parlamentares, como a deputada Tabata Amaral, do PSB de São Paulo, anunciaram iniciativas para coibir a sexualização infantil online, incluindo a proposta de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para aprofundar o tema. Enquanto as investigações seguem, o caso expõe os desafios de regular plataformas digitais e proteger jovens em um cenário onde a busca por visualizações e lucro muitas vezes sobrepõe a ética e a segurança.