Política

Chega notícia sobre Michelle Bolsonaro que acaba de ser… ver mais

No dia 18 de julho de 2025, uma operação da Polícia Federal (PF) em Brasília, voltada para cumprir mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou um rumo inesperado. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, conhecida por seu temperamento forte e engajamento político, quase foi detida em meio à ação que impôs uma tornozeleira eletrônica ao seu marido. O episódio, que gerou grande repercussão, expôs tensões e levantou debates sobre a condução da operação e o comportamento da ex-primeira-dama.

Tudo começou quando os agentes da PF chegaram à residência do casal para executar as ordens judiciais. A operação, que já era delicada por envolver uma figura de alta relevância política, ganhou contornos ainda mais intensos com a reação de Michelle. Segundo relatos, ela se exaltou ao questionar os procedimentos dos policiais, chegando a tentar tomar o celular de um dos agentes. A atitude, descrita por alguns como um momento de descontrole, levou a uma advertência de que ela poderia ser detida por desacato ou obstrução da justiça. Apesar da gravidade do incidente, a prisão não foi efetivada, e Michelle permaneceu na residência acompanhando Bolsonaro.

O clima de tensão foi agravado por insinuações feitas por Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, de que um pen drive encontrado no banheiro da casa teria sido “plantado” pela PF. A operação foi gravada na íntegra, e as imagens quase foram divulgadas pela Polícia Federal como resposta a essas acusações. A não divulgação do material evitou uma escalada ainda maior do caso, mas não impediu que o episódio alimentasse discussões acaloradas nas redes sociais e na imprensa.

A senadora Damares Alves, aliada do casal, saiu em defesa de Michelle, criticando a condução da operação. Ela questionou a necessidade de os agentes entrarem na residência fortemente armados e destacou o constrangimento causado à ex-primeira-dama, que, segundo Damares, estava de pijama durante a ação. A senadora também elogiou a postura de Michelle, descrevendo-a como uma “leoa” que defendeu sua família e seu lar, sugerindo que o episódio reforçou sua imagem como uma líder em ascensão.

O caso trouxe à tona reflexões sobre o embate entre figuras públicas e instituições judiciais em um contexto político polarizado. Para apoiadores de Bolsonaro, a operação foi vista como uma tentativa de intimidação, enquanto críticos apontaram a reação de Michelle como um exemplo de resistência à aplicação da lei. Independentemente das interpretações, o incidente marcou mais um capítulo na trajetória conturbada do ex-presidente e sua família, que seguem no centro das atenções políticas do país.

Com o avanço das investigações e a proximidade das eleições de 2026, onde Michelle é cotada como possível candidata, o episódio pode ter impactos duradouros em sua imagem pública. A operação da PF, inicialmente voltada para Jair Bolsonaro, acabou colocando a ex-primeira-dama sob os holofotes, reforçando tanto sua combatividade quanto as controvérsias que a cercam.