Antes da Grande Rio, Virginia tentou comprar posto de rainha de bateria

Virgínia Fonseca e a Polêmica Corrida pelo Posto de Rainha de Bateria no Carnaval Carioca
O Carnaval do Rio de Janeiro é conhecido por sua grandiosidade, paixão e, claro, pelas disputas acirradas que vão além dos desfiles na Sapucaí. Nos últimos meses, uma história tem movimentado os bastidores do samba: a trajetória da influenciadora digital Virgínia Fonseca na busca pelo cobiçado posto de rainha de bateria. Antes de ser confirmada como rainha da Grande Rio para o Carnaval de 2026, Virgínia teria tentado emplacar sua presença em outras escolas de samba, gerando debates e dividindo opiniões.
A jornada de Virgínia rumo ao título de rainha começou com tentativas de conquistar espaço em agremiações tradicionais do Carnaval carioca. Rumores apontam que a influenciadora, conhecida por sua forte presença nas redes sociais e milhões de seguidores, teria mirado o posto de rainha de bateria em escolas como a Unidos da Tijuca e a Mocidade Independente de Padre Miguel. Essas investidas, no entanto, não foram bem-sucedidas. Na Tijuca, a saída de Lexa abriu espaço para especulações, mas a comunidade da escola resistiu à ideia de uma figura externa assumir um papel tão simbólico. Já na Mocidade, a posição consolidada de Fabíola Andrade, esposa do patrono da agremiação, teria sido um obstáculo intransponível. Apesar das supostas propostas financeiras robustas, as portas se fecharam para Virgínia nessas escolas.
A escolha pela Grande Rio, no entanto, marcou um desfecho vitorioso para a influenciadora. Anunciada em maio de 2025 como substituta de Paolla Oliveira, Virgínia foi apresentada como uma aposta da escola para unir tradição e modernidade, aproveitando sua visibilidade digital para atrair novos públicos. A decisão, porém, não passou sem controvérsias. Muitos torcedores e membros da comunidade de Duque de Caxias, onde a Grande Rio está sediada, questionaram a escolha, apontando que a influenciadora não possui raízes no samba ou na história da escola. Críticas nas redes sociais destacaram a preferência por figuras com maior conexão com o Carnaval, enquanto outros defenderam a renovação e o impacto midiático que Virgínia pode trazer.
O caso de Virgínia Fonseca reflete uma tendência crescente no Carnaval: a busca por nomes de grande apelo popular para ocupar papéis de destaque, mesmo que isso signifique romper com tradições. O posto de rainha de bateria, historicamente reservado a figuras que representam a essência da comunidade e do samba, tem se tornado também uma vitrine para celebridades. A influenciadora, com sua habilidade de engajar milhões de seguidores, parece alinhada a essa nova realidade, mas enfrenta o desafio de conquistar o respeito e o carinho dos sambistas mais tradicionais.
Enquanto o Carnaval de 2026 se aproxima, os olhos estarão voltados para Virgínia. Sua estreia na Sapucaí será uma prova de fogo: conseguirá ela transformar a polêmica em aplausos? Para muitos, a resposta estará na sua dedicação à Grande Rio e na forma como ela se conectará com a bateria Invocada e a comunidade de Caxias. Uma coisa é certa: no universo do samba, onde paixão e tradição se encontram, Virgínia Fonseca já é um dos nomes mais comentados da temporada.



