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Crianças desaparecidas em Bacabal: mãe relata acionamento da Interpol, e polícia confirma novas diligências

O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4, ganhou um novo desdobramento após a mãe das crianças, Clarice Cardoso, afirmar que o caso passou a contar com a cooperação da Interpol. Segundo ela, investigadores informaram que imagens de câmeras em portos e aeroportos poderão ser analisadas para verificar se os irmãos foram levados para outra cidade, estado ou país.

Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no Maranhão. Na ocasião, eles estavam acompanhados do primo Anderson Kauã, de 8 anos. O menino foi localizado três dias depois, com vida, em uma área de mata, mas os dois irmãos continuam sem paradeiro conhecido.

Em declarações divulgadas no início de junho, Clarice contou que recebeu uma ligação de investigadores com informações sobre o andamento da apuração. A mãe afirmou que a inclusão da Interpol permitiria ampliar a checagem para pontos de circulação fora do Maranhão, especialmente locais com sistemas de monitoramento capazes de registrar a passagem de pessoas.

A informação, porém, ainda deve ser tratada com cautela. A participação da Interpol foi relatada publicamente pela mãe e reproduzida por veículos de imprensa, mas não foram divulgados detalhes oficiais sobre quais medidas internacionais teriam sido formalmente adotadas. Em nota publicada em 19 de agosto, a Associação dos Delegados de Polícia do Maranhão e a 16ª Delegacia Regional de Bacabal confirmaram que a investigação continua ativa e sob sigilo.

De acordo com o comunicado, o inquérito já ultrapassa 700 páginas e reúne relatórios de investigação, laudos, perícias, depoimentos e pedidos de medidas cautelares. A nota também informa que a diligência mais recente registrada no procedimento foi um relatório de missão datado de 13 de agosto. A polícia ressaltou que a possibilidade de as crianças terem sido levadas para outro estado não transfere automaticamente a investigação para a Polícia Federal, embora possa haver cooperação entre diferentes forças de segurança.

As buscas iniciais mobilizaram mais de mil pessoas, entre moradores, voluntários, policiais, bombeiros, equipes especializadas e militares. Foram utilizados cães farejadores, drones, aeronaves, sensores térmicos e equipamentos de varredura subaquática. O Rio Mearim também foi vasculhado com sonar, enquanto equipes refizeram trilhas e analisaram áreas próximas a uma casa abandonada indicada durante os relatos do primo.

Até o momento, não foram encontrados vestígios conclusivos sobre o paradeiro de Ágatha e Allan. Uma denúncia de que duas crianças teriam sido vistas em um hotel na região central de São Paulo chegou a ser investigada em janeiro, mas a Polícia Civil paulista informou que os menores encontrados no local não eram os irmãos maranhenses.

As autoridades não apontaram suspeitos nem divulgaram uma conclusão sobre o que ocorreu. A polícia pediu que informações sobre o caso sejam divulgadas com responsabilidade, já que rumores e hipóteses sem comprovação podem atrapalhar diligências protegidas por sigilo. Enquanto isso, Clarice continua mobilizando as redes sociais e pedindo que as imagens dos filhos sejam compartilhadas. A família mantém a esperança de encontrá-los.