Em plena segunda-feira, Michelle Bolsonaro acaba de ser… ver mais

Em um evento recente que reuniu apoiadores fiéis e figuras políticas alinhadas ao antigo governo, Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, não poupou palavras ao criticar abertamente o Supremo Tribunal Federal (STF). Com um tom carregado de ironia e nostalgia, ela alfinetou os ministros da Corte, destacando o que considera uma interferência excessiva na vida política do país, e revelou um desejo profundo do marido: “Ele daria tudo para estar aqui”. A declaração, proferida em meio a uma plateia animada, ecoou como um grito de resistência e um lembrete das tensões que ainda pairam sobre o cenário brasileiro.
Michelle, conhecida por sua postura discreta mas firme em eventos públicos, usou o momento para reacender o fogo da base bolsonarista. Ao mencionar o STF, ela não entrou em detalhes específicos, mas o subtexto era claro: uma referência às investigações e restrições impostas ao ex-presidente, que o impedem de participar ativamente de atos como esse. “Eles acham que podem nos calar, mas o povo sabe a verdade”, disse ela, com os olhos brilhando de emoção, enquanto a multidão aplaudia fervorosamente. O “alfinete” foi sutil, mas afiado – uma forma de questionar a autoridade da instituição sem confrontá-la diretamente, mantendo o equilíbrio entre provocação e elegância.
O desejo expresso por Jair Bolsonaro, de estar presente no local, tocou o coração dos presentes. Michelle descreveu como o marido acompanha tudo de longe, torcendo pelo movimento que ele ajudou a construir. “Ele daria tudo para estar aqui, apertando as mãos de vocês, sentindo essa energia incrível”, confidenciou ela, com a voz embargada. Essa revelação pessoal humanizou o ex-presidente, transformando-o em uma figura quase mítica, ausente mas onipresente. Para muitos ali, era um lembrete de que a luta continua, mesmo com as barreiras impostas pelo Judiciário. Bolsonaro, que enfrentou anos de embates com o STF, especialmente em temas como liberdade de expressão e investigações eleitorais, parece mais do que nunca um símbolo de resistência para seus seguidores.
O evento em si era uma celebração da resiliência conservadora, com discursos inflamados e promessas de um retorno triunfal. Michelle, atuando como ponte entre o passado e o futuro, reforçou a ideia de que o bolsonarismo não foi extinto, apenas adiado. Sua fala, breve mas impactante, serviu como combustível para quem ainda sonha com o “volta, Bolsonaro”. Em um Brasil polarizado, onde o STF é visto por uns como guardião da democracia e por outros como um entrave à vontade popular, declarações como essa mantêm viva a chama do debate. E enquanto Michelle sorria para a câmera, era evidente: o desejo de Jair não é só de estar ali, mas de reconquistar o espaço que ele sente ter sido usurpado. O público, extasiado, gritava em uníssono, pronto para o que vier a seguir.



