O desaparecimento de Crislany Maria Gomes da Silva, de 19 anos, e da filha dela, Celine Raíssa, de apenas dois meses, terminou com a confirmação da morte da jovem e a prisão de um suspeito em Alagoas. Mãe e filha saíram de casa, em Rio Largo, na manhã de 12 de outubro de 2025, e não foram mais vistas pela família.
Segundo os parentes, Crislany afirmou que sairia por alguns minutos. Ela não levou roupas, documentos ou outros objetos que sugerissem uma viagem ou uma mudança de planos. A ausência repentina mobilizou familiares e equipes da Polícia Civil, que passaram a investigar o caso como um possível crime.
Durante a apuração, imagens de câmeras de segurança ajudaram a reconstruir os últimos passos da jovem. Os registros mostram Crislany acompanhada de Jonathan, apontado como amigo da família. De acordo com as informações divulgadas pela polícia, os dois chegaram à região em um veículo solicitado por aplicativo e caminharam por aproximadamente 17 minutos até uma área de mata na Avenida Cachoeira do Meirim, no bairro Benedito Bentes, em Maceió.
Jonathan não era desconhecido dos familiares. A investigação passou a considerar que ele mantinha um relacionamento com o companheiro de Crislany, pai da bebê. A possibilidade de um conflito motivado por ciúmes e por um suposto triângulo amoroso passou a ser uma das principais linhas investigativas. A polícia também avaliou que o crime poderia ter sido planejado, mas a dinâmica completa e a motivação ainda dependiam do avanço do inquérito.
O suspeito foi preso em 20 de outubro, no Benedito Bentes. Em depoimento, segundo a Polícia Civil, Jonathan confessou ter matado Crislany e Celine. A prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva pela Justiça de Alagoas, enquanto as buscas pela criança continuavam.
Um corpo encontrado em uma área de mata na região foi associado inicialmente à jovem e confirmado como sendo de Crislany pela Polícia Civil no dia 21 de outubro. O cadáver estava em avançado estado de decomposição, o que dificultou a identificação imediata da causa da morte. A perícia do Instituto Médico Legal deveria apontar se houve uso de arma branca, hipótese mencionada no depoimento atribuído ao suspeito.
A bebê, porém, não foi localizada. Vestígios encontrados nas proximidades do local onde o corpo da mãe foi achado foram reconhecidos pela avó, mas não houve localização oficial do corpo ou confirmação independente sobre o que aconteceu com Celine. A degradação do terreno, o estado do cadáver e a possível ação de animais também dificultaram a coleta de provas e ampliaram a incerteza sobre o paradeiro da criança.
Em 27 de outubro, a mãe de Crislany publicou um apelo nas redes sociais cobrando respostas sobre a neta. A Polícia Civil informou que as diligências seguiriam para localizar Celine, esclarecer a participação do suspeito e verificar se outras pessoas poderiam estar envolvidas. Até as últimas informações divulgadas sobre o caso, Jonathan permanecia preso preventivamente e não havia decisão judicial definitiva sobre sua responsabilidade pelos crimes.






