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OTÍMA NOTÍCIA: Bolsonaro fica sabendo que n… Ler mais

A mais recente pesquisa eleitoral do Instituto Paraná Pesquisas, realizada entre os–

dias 21 e 24 de agosto de 2025, trouxe um cenário que agitou o debate político no Brasil. O levantamento, que entrevistou 1.680 eleitores em todo o país, aponta o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) numericamente à frente do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação para as eleições presidenciais de 2026. Apesar de Bolsonaro estar inelegível até 2030, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os números refletem a persistente polarização política e o peso do bolsonarismo no cenário nacional.

Na pesquisa estimulada, onde os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Bolsonaro aparece com 37,4% das intenções de voto, enquanto Lula registra 36,3%. A diferença, embora pequena, está dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, configurando um empate técnico. No entanto, o resultado indica uma leve vantagem numérica para o ex-presidente, algo que não ocorria em levantamentos anteriores do mesmo instituto. Em cenários alternativos, sem a presença de Bolsonaro, outros nomes da direita, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também mostram competitividade. Michelle empata tecnicamente com Lula, enquanto Tarcísio aparece ligeiramente atrás, mas ainda dentro da margem de erro.

Quando a pesquisa considera um cenário espontâneo, no qual os eleitores citam livremente seus candidatos, a polarização entre Lula e Bolsonaro fica ainda mais evidente. Bolsonaro alcança 18,2% das menções, contra 17,2% de Lula, com a maioria dos entrevistados (53,5%) afirmando não saber emquem votaria ou preferindo não opinar. Esse alto índice de indecisos sugere que, a pouco mais de um ano das eleições, o cenário permanece fluido e aberto a mudanças.

A pesquisa também destaca variações regionais e demográficas. Lula mantém uma liderança sólida no Nordeste, onde conta com 44,9% das intenções de voto contra 29% de Bolsonaro. Já noSul, o ex-presidente domina com 50% de apoio, ante 26,5% do petista. Entre eleitores com ensino fundamental, Lula lidera com folga, enquanto Bolsonaro tem vantagem entre aqueles com ensino médio e superior. A desaprovação ao governo Lula, que atingiu 53,6% segundo o levantamento, pode estar influenciando os números, especialmente em regiões onde o bolsonarismo mantém forte apelo.

Outro ponto relevante da pesquisa é o desempenho de possíveis sucessores de Bolsonaro, caso sua inelegibilidade seja mantida. Michelle Bolsonaro surge como a principal alternativa, com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra 41% de Lula, também em empate técnico. Tarcísio de Freitas, embora competitivo, aparece ligeiramente atrás do presidente em um confronto direto. Nomes como Ciro Gomes, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr. também foram testados, mas não alcançam o mesmo nível de competitividade.

O levantamento reforça que a eleição de 2026 deve ser marcada pela continuidade da rivalidade entre Lula e o bolsonarismo, mesmo que o ex-presidente não possa concorrer. A força de Bolsonaro, mesmo sob restrições legais, evidencia a resiliência de sua base eleitoral e a dificuldade do PT em consolidar uma vantagem clara. Para Lula, os desafios incluem recuperar apoio em regiões-chave e reduzir a rejeição ao seu governo, que tem sido um obstáculo. Enquanto isso, a direita busca um nome que consiga herdar o capital político de Bolsonaro sem perder o ímpeto de sua base.

Com mais de um ano até o pleito, a pesquisa do Paraná Pesquisas serve como um termômetro do momento político, mas não como um veredicto final. O cenário eleitoral permanece incerto, com espaço para reviravoltas, especialmente diante de possíveis mudanças na elegibilidade de candidatos ou no humor do eleitorado. O que fica claro é que a polarização, que marcou as últimas eleições, continua sendo a principal força motriz da política brasileira.