Mesmo sendo filha do homem mais rico do mundo, filha trans do Elon Musk diz ser: ‘nope baby…’

A discussão sobre privilégios e influência no mundo das celebridades ganhou um novo capítulo com a ascensão do termo “nepo baby”, que descreve filhos de pessoas famosas ou poderosas que se beneficiam diretamente de suas conexões familiares para alcançar sucesso em carreiras artísticas, empresariais ou públicas. Nomes como Brooklyn Beckham ou Hailey Bieber frequentemente aparecem como exemplos, com suas trajetórias profissionais impulsionadas pela fama e recursos dos pais. No entanto, um fenômeno mais recente e intrigante tem chamado a atenção: os chamados “nope babies”, aqueles que, mesmo sendo filhos de figuras influentes, rejeitam ativamente os privilégios associados ao sobrenome famoso e buscam forjar seus próprios caminhos, muitas vezes em oposição direta ao legado familiar.
Ser um “nope baby” não é apenas uma questão de evitar os holofotes ou recusar oportunidades. É um ato consciente de rompimento, muitas vezes carregado de motivações pessoais, ideológicas ou até emocionais. Esses indivíduos não apenas se afastam da sombra dos pais, mas frequentemente tomam atitudes públicas para se desvincular, seja mudando de nome, criticando abertamente as ações dos progenitores ou optando por carreiras e estilos de vida que contrastam com o que se espera deles. A escolha de ser um “nope baby” pode ser vista como uma rebelião contra a narrativa de que a fama e o sucesso devem ser herdados, mas também como uma tentativa de construir uma identidade autêntica em um mundo que insiste em defini-los por suas origens.
Um exemplo hipotético seria o filho de um magnata da tecnologia que, em vez de assumir um cargo em uma das empresas do pai, decide estudar algo completamente desvinculado, como literatura medieval, e vive de forma modesta, rejeitando fundos familiares. Essa pessoa pode até atrair atenção por ser quem é, mas sua recusa em capitalizar o sobrenome a coloca na categoria de “nope baby”. O que diferencia esses indivíduos dos “nepo babies” é a intenção: enquanto os últimos abraçam ou pelo menos toleram as vantagens de sua linhagem, os primeiros as rejeitam, muitas vezes com um tom de crítica ou desaprovação às ações ou valores dos pais.
Essa dinâmica também levanta questões sobre privilégio e mérito. Mesmo que um “nope baby” rejeite a riqueza ou influência direta da família, a visibilidade que vem com o sobrenome pode, paradoxalmente, amplificar suas vozes. A escolha de se posicionar contra o legado familiar muitas vezes os coloca nos holofotes, ainda que de forma indireta. Assim, ser um “nope baby” não é sinônimo de anonimato, mas sim de uma relação complicada com a fama herdada, onde a rejeição do privilégio pode, ironicamente, gerar sua própria forma de notoriedade.
No fundo, o fenômeno dos “nope babies” reflete um desejo crescente de autenticidade em um mundo saturado por narrativas de sucesso fácil e conexões privilegiadas. Eles desafiam a ideia de que a proximidade com o poder deve determinar o futuro, optando por caminhos que, embora muitas vezes mais difíceis, carregam o peso de suas próprias escolhas. Em uma sociedade obcecada por linhagens e legados, os “nope babies” nos lembram que às vezes o maior ato de rebeldia é simplesmente dizer “não” ao que parece predestinado.



