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Lembra do bebê que Michael Jackson pendurou na janela? Respire fundo antes de vê-lo hoje

Em 2002, o mundo parou diante de uma cena que chocou e intrigou milhões: Michael Jackson, o Rei do Pop, segurando seu bebê, Blanket, pendurado na janela de um hotel em Berlim. A imagem, capturada por paparazzi, rodou o planeta em questão de horas, gerando debates acalorados, críticas ferozes e uma onda de preocupação. Naquele momento, Michael, com sua máscara de superstar e comportamento excêntrico, parecia desafiar a lógica e a gravidade, literalmente, ao exibir seu filho de apenas nove meses para uma multidão de fãs abaixo. Mas quem era aquele bebê, e onde ele está hoje? Respire fundo, porque a história de Blanket Jackson é tão fascinante quanto o próprio legado de seu pai.

Na época, o incidente da varanda foi um divisor de águas. Michael, já envolto em polêmicas, justificou o ato como uma demonstração de amor e entusiasmo, querendo compartilhar a alegria de ser pai com seus fãs. Ele rapidamente se desculpou, chamando o momento de “um erro terrível”, mas o dano estava feito. A mídia o crucificou, os serviços de proteção à infância foram acionados, e o público se dividiu entre aqueles que viam um pai desajeitado e os que o acusavam de irresponsabilidade. No centro disso tudo, estava Blanket, ou Prince Michael Jackson II, o caçula dos três filhos de Michael, cuja vida já começava sob os holofotes de um circo midiático.

Nascido em 21 de fevereiro de 2002, Blanket era um mistério desde o início. Diferente de seus irmãos, Paris e Prince, que já apareciam ocasionalmente com o pai em eventos, Blanket era mais reservado, frequentemente escondido por máscaras ou lenços, uma tentativa de Michael de proteger sua privacidade. Sua chegada ao mundo também foi envolta em segredos: especula-se que ele nasceu por meio de uma barriga de aluguel, e a identidade de sua mãe biológica permanece desconhecida até hoje. Michael, sempre enigmático, nunca esclareceu completamente essas questões, deixando um véu de curiosidade sobre a origem do filho mais novo.

Mas o que aconteceu com aquele bebê que, por alguns segundos, ficou suspenso na história pop? Hoje, Blanket, ou melhor, Bigi Jackson, como ele prefere ser chamado, é um jovem de 23 anos que vive uma vida surpreendentemente discreta, considerando o peso do sobrenome que carrega. Longe dos holofotes que marcaram sua infância, Bigi optou por um caminho reservado, evitando as redes sociais e a exposição pública que seus irmãos, especialmente Paris, abraçaram em algum grau. Ele cresceu em Los Angeles, criado pela avó, Katherine Jackson, após a morte de Michael em 2009, um evento que mudou para sempre a trajetória dos irmãos Jackson.

Bigi, cujo apelido “Blanket” (cobertor, em inglês) veio de um termo carinhoso usado por Michael, parece ter se afastado deliberadamente da persona de celebridade. Ele estudou em escolas particulares, manteve um círculo pequeno de amigos e, segundo relatos, desenvolveu um interesse profundo por cinema e meio ambiente. Em 2020, ele fundou uma produtora chamada King’s Son Productions, um nome que faz referência ao legado de seu pai, e tem trabalhado em projetos de filmes e documentários. Sua paixão por contar histórias parece ser uma forma de canalizar a criatividade herdada de Michael, mas de maneira mais nos bastidores, longe das câmeras.

Fisicamente, Bigi é quase irreconhecível como o bebê de rosto redondo que vimos na varanda. Alto, com traços marcantes e cabelos longos, ele mantém um estilo despojado, muitas vezes visto com camisetas simples e óculos de armação fina. Aqueles que o conhecem descrevem um jovem introspectivo, mas extremamente gentil, com uma curiosidade intelectual que o diferencia. Ele também se envolveu em causas ambientais, participando de iniciativas para combater as mudanças climáticas, algo que ele raramente divulga publicamente.

A relação de Bigi com o legado de seu pai é complexa. Ele cresceu sob a sombra de Michael Jackson, um ícone global cuja vida foi marcada por genialidade musical e controvérsias intermináveis. O incidente da varanda, embora um momento fugaz, perseguiu Blanket por anos, sendo revisitado em documentários e artigos sensacionalistas. Ainda assim, ele parece determinado a forjar sua própria identidade. Diferente de Paris, que já falou abertamente sobre os desafios de ser filha de Michael, ou Prince, que se envolveu em projetos musicais, Bigi escolheu a discrição, como se quisesse provar que é mais do que um sobrenome famoso ou uma memória de infância polêmica.

Olhar para Bigi hoje é como observar um capítulo inesperado da saga de Michael Jackson. O bebê que uma vez esteve no centro de um furacão midiático cresceu, encontrou seu próprio caminho e, de certa forma, desafia as expectativas. Ele não é a estrela pop que muitos poderiam esperar, nem o herdeiro direto do palco. É simplesmente Bigi, um jovem que carrega um passado extraordinário, mas parece focado em construir um futuro comum, com propósito e autenticidade. Para quem se lembra da imagem chocante de 2002, ver Bigi hoje é um lembrete de como o tempo transforma histórias, pessoas e até mesmo as memórias mais marcantes.