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URGENTE: Após ordem de Moraes, Pastor Silas Malafaia acaba de ser p… Ver mais

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e uma das figuras mais proeminentes do meio evangélico brasileiro, foi alvo de uma operação da Polícia Federal no dia 20 de agosto de 2025, no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. A ação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, resultou na apreensão do celular de Malafaia, além de cadernos de anotações com mensagens bíblicas, e na imposição de medidas cautelares que incluem a proibição de deixar o país, o cancelamento de seus passaportes e a vedação de contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro. A operação ocorreu logo após Malafaia desembarcar de um voo vindo de Lisboa, sendo conduzido para prestar depoimento no próprio aeroporto, acompanhado de seu advogado.

A decisão de Moraes integra um inquérito que investiga supostas ações de obstrução de Justiça e coação contra membros do Judiciário, envolvendo Malafaia, Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo. Segundo as investigações, Malafaia teria atuado como orientador e auxiliar em estratégias coordenadas para disseminar narrativas que questionassem a atuação do STF, com o objetivo de interferir em processos judiciais, incluindo a ação penal relacionada a uma suposta tentativa de golpe de Estado. A Procuradoria-Geral da República apontou diálogos entre Malafaia e Bolsonaro, obtidos a partir de materiais apreendidos, que indicariam uma articulação para pressionar o Judiciário, especialmente em processos contra o ex-presidente. O pastor também foi identificado como o principal organizador de um ato em apoio a Bolsonaro em 3 de agosto, no qual o ex-presidente participou por vídeo, o que levou à sua prisão domiciliar no dia seguinte.

Malafaia reagiu com veemência à operação, classificando-a como uma perseguição política e religiosa. Em um vídeo publicado nas redes sociais na madrugada do dia 21 de agosto, ele chamou Alexandre de Moraes de “ditador da toga” e afirmou que a ação seria uma tentativa de silenciá-lo por suas críticas ao STF. Ele negou envolvimento em qualquer articulação criminosa, destacando que manter diálogos com Bolsonaro e seus filhos não constitui crime, e prometeu intensificar suas críticas, convocando uma manifestação para o dia 7 de setembro na Avenida Paulista, em São Paulo. “Eu não sou bandido, sou um líder religioso. Isso é uma vergonha, um crime de opinião”, declarou, desafiando o ministro e afirmando que as medidas judiciais não o intimidariam.

A operação gerou reações polarizadas. A bancada evangélica na Câmara dos Deputados, liderada por Sóstenes Cavalcante, classificou a ação como uma forma de perseguição religiosa, enquanto outros setores do meio evangélico adotaram uma postura mais cautelosa, indicando que a defesa de Malafaia seria apenas protocolar, dado que ele não é uma figura unânime no segmento. A decisão de Moraes também incluiu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos equipamentos apreendidos, visando mapear comunicações e transações que possam corroborar as acusações. Malafaia, conhecido por sua postura combativa e influência no cenário político, já havia sido alvo de investigações anteriores, como a Operação Timóteo em 2016, mas sempre negou irregularidades, alegando ser vítima de perseguições por seu apoio ao bolsonarismo.

O caso reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão e a atuação do STF em investigações que envolvem figuras públicas e políticas. Enquanto apoiadores de Malafaia veem as medidas como um ataque à liberdade religiosa e de opinião, as autoridades judiciais defendem que as ações são necessárias para proteger o Estado Democrático de Direito. A análise do material apreendido e os próximos desdobramentos do inquérito devem esclarecer o alcance da participação de Malafaia nas supostas articulações, enquanto ele segue firme em sua postura de confronto, prometendo não recuar diante das pressões judiciais.