Lembra dele? Após se envolver em confusão, Givaldo o mendigo acab0u sendo… Ver mais

Givaldo Alves, conhecido como o “Mendigo de Planaltina”, é uma figura que, por um breve momento, capturou a atenção do Brasil com uma história tão inusitada quanto controversa. Em 2022, ele se viu no centro de um furacão midiático após ser flagrado em um ato íntimo com Sandra Mara Fernandes, esposa de um personal trainer, em Planaltina, Distrito Federal. O caso, inicialmente interpretado como um abuso, revelou-se mais complexo: Sandra estava em surto psicótico, e Givaldo não a havia forçado. A agressão que ele sofreu do marido de Sandra, Eduardo Alves, foi gravada e viralizou, transformando Givaldo em uma celebridade instantânea. De morador de rua, ele passou a frequentar festas de luxo, participar de podcasts e acumular milhares de seguidores nas redes sociais. Mas, como tantas histórias de fama repentina, a ascensão de Givaldo foi tão rápida quanto sua queda.
Hoje, em 2025, Givaldo parece ter retornado ao ponto de partida. Após perder suas redes sociais e o apoio de empresários que o usaram como parte de estratégias de marketing, ele foi visto novamente vivendo nas ruas de Brasília. A fama que o levou a apartamentos na Barra da Tijuca e camarotes VIP não se sustentou. Ele próprio admitiu que o dinheiro que ostentava não era seu, mas de outros que o patrocinavam. Sua tentativa de lucrar com um produto chamado “Pau de Mendigo”, um suposto estimulante sexual, fracassou, vendendo apenas algumas unidades e enfrentando problemas por falta de aprovação da Anvisa. Givaldo, agora com cerca de 51 anos, parece carregar o peso de uma vida marcada por altos e baixos, sem o brilho efêmero que o colocou nos holofotes.
Além da trajetória pública, Givaldo também enfrentou controvérsias mais graves. No passado, ele foi condenado por crimes sérios: furto qualificado em 2001 e extorsão mediante sequestro em 2004, este último envolvendo uma família com um bebê. Ele cumpriu pena, mas o peso desses antecedentes veio à tona durante sua fama, manchando sua imagem para muitos. Em um vídeo, ele expressou arrependimento, pedindo oportunidades para ex-presidiários como ele, mas a sociedade, muitas vezes implacável, não pareceu disposta a esquecer.
Recentemente, rumores circularam sobre Givaldo estar envolvido em uma briga, supostamente arrumando confusão com várias pessoas em Brasília. Não há detalhes claros sobre o incidente, mas especula-se que seu comportamento, descrito por alguns como fora de controle, teria gerado conflitos. Há quem diga que ele se envolveu com a esposa de um policial, o que teria motivado ameaças e uma nova onda de problemas. Essas histórias, no entanto, carecem de comprovação e podem ser apenas ecos de boatos que sempre acompanharam Givaldo desde seu momento de notoriedade. O que se sabe é que ele não conseguiu manter a estabilidade que a fama prometia, e sua vida nas ruas reflete a dificuldade de reinserção social, especialmente para alguém com seu passado.
Givaldo Alves é, acima de tudo, um retrato humano de contradições: de vítima a vilão, de celebridade a esquecido. Sua história expõe as fragilidades da fama instantânea e a complexidade de segundas chances em uma sociedade que julga rapidamente. Enquanto ele caminha pelas ruas de Planaltina, longe dos flashes que um dia o iluminaram, fica a pergunta: o que resta para alguém que viveu o auge e o fundo do poço em tão pouco tempo? Talvez Givaldo ainda busque sua resposta, entre o anonimato e as memórias de um passado que, para ele, parece cada vez mais distante.



