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Antes de ser exposta por Felca, Kamylinha lutou para se tornar uma menor emancipada

Kamylinha Santos, uma jovem influenciadora digital de apenas 17 anos, tornou-se um nome amplamente conhecido nas redes sociais brasileiras, especialmente por sua presença no TikTok e Instagram, onde conquistou milhões de seguidores com vídeos de dança e um estilo de vida vibrante. No entanto, sua ascensão à fama veio acompanhada de controvérsias, incluindo sua emancipação aos 16 anos e denúncias graves que colocaram seu nome e o de seu “pai adotivo”, Hytalo Santos, no centro de investigações. Este artigo explora a trajetória de Kamylinha, sua emancipação e as polêmicas levantadas pelo youtuber Felca, que abalaram sua imagem pública.

Kamylinha, cujo nome real é Kamyla Maria Silva, nasceu em 9 de setembro de 2007, em Brasília, Brasil. Aos 12 anos, ela conheceu Hytalo Santos, um influenciador paraibano conhecido por sua “Turma do Hytalo”, um grupo de jovens que ele acolheu, muitos em situação de vulnerabilidade, e que se tornou uma espécie de reality show nas redes sociais. Kamylinha rapidamente se destacou como a figura central desse grupo, participando de coreografias de dança que viralizaram, atraindo milhões de seguidores. Sua relação com Hytalo, descrita como de “filha adotiva”, foi marcada por uma proximidade que gerou tanto admiração quanto críticas.

Aos 16 anos, Kamylinha foi emancipada, um processo que, no Brasil, permite que menores de idade assumam responsabilidades legais de adultos, como tomar decisões financeiras e pessoais sem a tutela dos pais. A emancipação, segundo relatos, foi um marco em sua vida, permitindo que ela realizasse procedimentos como a colocação de implantes de silicone, amplamente divulgados em suas redes sociais. Esse evento, no entanto, intensificou as críticas sobre a sexualização de sua imagem, já que seus figurinos de dança passaram a ser considerados mais sensuais, dividindo opiniões entre seus seguidores.

Em maio de 2025, Kamylinha anunciou que estava grávida de Hyago Santos, irmão de Hytalo. A notícia, revelada no Dia das Mães, gerou grande repercussão, com hashtags como #KamylinhaGrávida dominando plataformas como TikTok e X. A gravidez de uma jovem de 17 anos, recém-emancipada, levantou debates sobre sua maturidade e a influência de seu entorno. A polêmica cresceu ainda mais quando, dias depois, Hytalo anunciou que Kamylinha sofreu um aborto espontâneo, um momento de grande comoção que foi acompanhado por ataques e especulações nas redes. Hytalo defendeu a jovem, afirmando que a gravidez não foi planejada, mas acolhida com amor, e prometeu divulgar exames para refutar boatos de que a situação seria uma estratégia de marketing.

A trajetória de Kamylinha ganhou um novo capítulo com as denúncias feitas pelo youtuber Felca, que, em um vídeo intitulado “Adulsização”, apontou Hytalo Santos como integrante de uma suposta rede de pedofilia nas redes sociais. Felca alegou que Hytalo explorava menores, incluindo Kamylinha, promovendo a sexualização de adolescentes em vídeos que exibiam danças sensuais, roupas reveladoras e até mesmo cenas de beijos entre jovens do grupo. As acusações, que também envolviam suspeitas de corrupção e aliciamento de menores, levaram o Ministério Público da Paraíba a abrir uma investigação.

A denúncia de Felca teve impacto imediato: o perfil de Hytalo no Instagram, com cerca de 17 milhões de seguidores, foi removido pela Meta a pedido do Ministério da Fazenda, e a conta de Kamylinha também foi bloqueada no Brasil por decisão judicial. A investigação, conduzida pela promotora Ana Maria França, do município de Bayeux, onde Hytalo reside, começou a partir de uma denúncia anônima no final de 2024 e ganhou força com as revelações de Felca. Entre as acusações, destaca-se a exploração de jovens em situação de vulnerabilidade, que Hytalo afirmava ajudar com alimentação, escola e saúde, mas que, segundo críticos, eram usados para gerar conteúdo lucrativo nas redes.

A emancipação de Kamylinha, embora legal, levantou questionamentos sobre a pressão exercida sobre jovens influenciadores em ambientes digitais, onde a busca por engajamento pode levar à exposição excessiva. As denúncias de Felca, por sua vez, expuseram as complexidades de um sistema que mistura fama, vulnerabilidade social e dinâmicas familiares não convencionais. Enquanto Hytalo se defende, afirmando que suas ações têm o consentimento das famílias dos jovens, a sociedade reflete sobre os limites éticos do conteúdo produzido por influenciadores e o papel das plataformas em monitorar esses casos.

Kamylinha, agora próxima de completar 18 anos, planeja lançar um perfil em um site de conteúdo adulto, uma decisão que, segundo ela, reflete sua liberdade como emancipada, mas que também reacende debates sobre a influência de seu entorno. Sua história, marcada por talento, controvérsia e tragédia pessoal, é um reflexo dos desafios enfrentados por jovens no universo digital, onde a linha entre empoderamento e exploração nem sempre é clara.

A trajetória de Kamylinha Santos é um exemplo do impacto avassalador das redes sociais na vida de jovens influenciadores. Sua emancipação, a gravidez e a perda do bebê, somadas às graves denúncias contra Hytalo Santos, colocaram-na no centro de um furacão midiático. As acusações de Felca, que culminaram na remoção de perfis e na investigação do Ministério Público, destacam a necessidade de maior regulamentação e cuidado com o conteúdo envolvendo menores nas redes. Enquanto Kamylinha segue sua jornada, sua história levanta questões cruciais sobre fama, responsabilidade e os limites do entretenimento digital.