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URGENTE: Após visita médica, triste notícia sobre Bolsonaro é divulgada, ele n… Ver mais

Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, tem enfrentado desafios de saúde significativos desde o atentado que sofreu em 2018, durante sua campanha presidencial. O ataque, no qual foi esfaqueado na região abdominal, deixou sequelas permanentes que continuam a impactar sua qualidade de vida. Recentemente, enquanto cumpre prisão domiciliar em Brasília, sua defesa fez um pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para garantir acompanhamento médico adequado, evidenciando a gravidade de seu estado de saúde.

O atentado de 2018 causou lesões graves no intestino de Bolsonaro, exigindo múltiplas cirurgias ao longo dos anos. A facada, que perfurou órgãos e foi realizada com uma faca contaminada, resultou em complicações como aderências abdominais, que persistem mesmo após intervenções cirúrgicas. Essas aderências, formadas pelo tecido cicatricial, podem causar desconforto e complicações recorrentes. Além disso, Bolsonaro sofre de esofagite, uma inflamação no esôfago que provoca sintomas como azia, queimação, soluços frequentes e tosse. O soluço, em particular, tem sido relatado como um dos sintomas mais incômodos, agravado por crises de refluxo.

Aos 70 anos, a idade avançada do ex-presidente também é um fator que exige maior atenção médica, já que a recuperação de procedimentos invasivos e a gestão de condições crônicas se tornam mais complexas. Profissionais de saúde que acompanham Bolsonaro destacam que o impacto do atentado transformou sua vitalidade, descrevendo-o como alguém que “era um touro” antes do incidente, mas que hoje enfrenta limitações significativas. Apesar de o abdômen estar sob controle após a última cirurgia, o quadro geral não é considerado normal, e as sequelas do atentado são vistas como permanentes.

Em 4 de agosto de 2025, Alexandre de Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro, restringindo visitas e o uso de celular, no âmbito de investigações relacionadas a supostas tentativas de desestabilização política. Diante da piora de sintomas como crises intensas de soluço, a defesa de Bolsonaro solicitou ao ministro do STF que uma equipe médica pudesse visitá-lo sem necessidade de autorização prévia. O pedido incluiu quatro médicos particulares: um cirurgião responsável por sua última operação abdominal, uma clínica geral, um dermatologista e um cardiologista.

Na quinta-feira, 7 de agosto de 2025, Moraes autorizou as visitas médicas, permitindo que a equipe acompanhe Bolsonaro em sua residência em Brasília sem aviso prévio, respeitando as condições judiciais impostas. Além disso, o ministro determinou que, em caso de necessidade de internação urgente, a defesa deve informar o STF em até 24 horas, com comprovação médica da necessidade do procedimento. A decisão reflete um reconhecimento da gravidade do estado de saúde do ex-presidente, garantindo que ele receba cuidados adequados mesmo sob as restrições da prisão domiciliar.

A autorização de Moraes para as visitas médicas ocorre em um momento de tensão política e jurídica, com Bolsonaro sendo investigado por supostas ações contra o governo brasileiro e o STF. Apesar das restrições, a liberação para acompanhamento médico demonstra uma preocupação com os direitos à saúde do ex-presidente, especialmente considerando as sequelas crônicas que ele enfrenta. A decisão também abrange a permissão para visitas de familiares, mas pedidos para a entrada de aliados políticos foram negados, com a exigência de solicitações individualizadas.

O caso de Bolsonaro ilustra como questões de saúde podem se entrelaçar com disputas judiciais e políticas. A necessidade de cuidados médicos contínuos, devido às consequências do atentado de 2018, destaca a fragilidade física de uma figura pública que, por anos, projetou uma imagem de força. Enquanto a defesa busca reverter a prisão domiciliar, o acompanhamento médico autorizado por Moraes é um passo para assegurar que Bolsonaro receba o tratamento necessário durante esse período conturbado.

A saúde de Jair Bolsonaro permanece comprometida pelas sequelas de um atentado que marcou sua trajetória pessoal e política. A autorização de Alexandre de Moraes para visitas médicas reflete a gravidade de seu quadro clínico e a necessidade de cuidados contínuos, mesmo em um contexto de restrições judiciais. Enquanto o ex-presidente enfrenta desafios legais, sua condição de saúde continua a demandar atenção, evidenciando as complexidades de equilibrar direitos humanos e processos judiciais em um cenário polarizado.