A família de Rosângela Soares Chaves, de 63 anos, e Douglas Soares Quaresma, de 40, enfrenta um momento de profunda tristeza após a morte dos dois em um grave acidente ocorrido na Rodovia Fernão Dias, em Vargem, no interior de São Paulo. Mãe e filho estavam em um carro que foi atingido por uma passarela que desabou depois de ser atingida por um caminhão transportado por uma carreta.
O acidente aconteceu na manhã de terça-feira, 18 de agosto, quando a estrutura de concreto caiu sobre a pista. Segundo informações apuradas pelas autoridades, a carreta seguia no sentido de Minas Gerais quando o caminhão transportado atingiu uma das colunas da passarela. Com o impacto, a estrutura acabou desabando sobre a rodovia.
Rosângela e Douglas estavam no mesmo veículo e morreram no local. Os dois eram moradores de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A notícia provocou grande comoção entre familiares, que precisaram lidar não apenas com a perda repentina, mas também com a difícil tarefa de comunicar o ocorrido aos parentes mais próximos.
Renato Carlos Soares, irmão de Rosângela e tio de Douglas, falou sobre a dor enfrentada pela família. Segundo ele, Douglas trabalhava como representante comercial e tinha um compromisso profissional em São Paulo. Antes de seguir viagem, passou pela casa da mãe e a convidou para acompanhá-lo.
O passeio, que deveria ser um momento de convivência entre mãe e filho, terminou de maneira inesperada. Para os familiares, a lembrança daquele convite tornou a tragédia ainda mais dolorosa.
Renato também relatou a dificuldade de explicar a morte de Douglas ao filho dele, uma criança de seis anos. O menino perdeu o pai de forma repentina e agora terá de enfrentar a ausência provocada pelo acidente.
A família descreveu o momento como um sofrimento muito grande. A perda de duas pessoas próximas em uma mesma ocorrência deixou parentes e amigos abalados, especialmente pela maneira inesperada como tudo aconteceu.
Rosângela era cabeleireira e, segundo os familiares, era uma pessoa conhecida pelo jeito alegre e pela proximidade com as pessoas ao seu redor. Douglas trabalhava como representante comercial de óculos e mantinha uma rotina profissional que incluía viagens.
Além das duas mortes, outras pessoas foram afetadas pelo acidente. Um segundo veículo também acabou atingido pela estrutura, mas o motorista não ficou ferido. Um caminhoneiro que passava pelo trecho sofreu ferimentos e foi encaminhado para atendimento médico, recebendo alta posteriormente.
A queda da passarela também provocou impactos significativos no trânsito da região. A estrutura precisou ser retirada com o auxílio de três guindastes, já que os módulos de concreto tinham peso estimado em cerca de 70 toneladas. A rodovia permaneceu completamente interditada por mais de dez horas e chegou a registrar aproximadamente 23 quilômetros de congestionamento.
As circunstâncias do acidente passaram a ser investigadas pela Polícia Civil. De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, o caminhão transportado apresentava dimensões superiores às previstas na autorização apresentada para o serviço. A diferença entre as medidas autorizadas e as dimensões reais da carga será analisada durante a investigação.
O motorista responsável pelo transporte foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. A polícia também pretende ouvir representantes da empresa responsável pelo transporte e analisar documentos relacionados à operação.
Enquanto as autoridades buscam esclarecer as circunstâncias que levaram à queda da estrutura, a família de Rosângela e Douglas tenta lidar com a perda. Para os parentes, ficam as lembranças dos momentos compartilhados e a difícil adaptação a uma realidade marcada pela ausência dos dois.
O caso chama atenção para a importância da segurança no transporte de cargas de grandes dimensões e para o cumprimento rigoroso das regras estabelecidas para esse tipo de operação. A investigação deverá esclarecer eventuais responsabilidades e contribuir para a compreensão de como o acidente aconteceu.
Para os familiares, entretanto, nenhuma explicação diminui a dimensão da perda. A tragédia interrompeu a vida de uma mãe e de um filho e deixou uma criança diante de uma ausência que, segundo os parentes, será uma das partes mais difíceis de enfrentar nos próximos anos.