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Com cinco anos, filho de Marília Mendonça e Murilo Huff passa a usar sensor para controlar doença

A Jornada de Léo: Enfrentando a Diabetes Tipo 1 Após a Perda de Marília Mendonça

A história do pequeno Léo, filho da inesquecível cantora Marília Mendonça e do cantor Murilo Huff, tem comovido o Brasil. Com apenas cinco anos, Léo enfrenta um desafio que vai além da sua pouca idade: o diagnóstico de diabetes tipo 1, uma condição crônica que exige cuidados diários e uma rotina regrada. A doença, descoberta quando ele tinha apenas dois anos, veio em um momento de profunda dor para a família, poucos meses após a trágica morte de Marília Mendonça em um acidente aéreo em novembro de 2021.

O Diagnóstico e o Contexto Emocional

Léo, que hoje vive sob os cuidados da avó materna, Ruth Moreira, e do pai, Murilo Huff, começou a apresentar sintomas incomuns após a perda da mãe. Ele bebia muita água, urinava com frequência e demonstrava mudanças de comportamento, como tristeza e apego intenso à avó. Esses sinais alertaram a família, que buscou ajuda médica. O exame revelou um nível alarmante de glicose no sangue, confirmando o diagnóstico de diabetes tipo 1, uma condição autoimune em que o corpo deixa de produzir insulina, hormônio essencial para regular o açúcar no sangue.

Embora o termo “diabetes emocional” tenha sido mencionado por Ruth em entrevistas, especialistas esclarecem que ele não existe na medicina. No entanto, situações de estresse intenso, como a perda de um ente querido, podem atuar como gatilhos para o surgimento de doenças autoimunes em pessoas geneticamente predispostas. No caso de Léo, o trauma da ausência da mãe pode ter contribuído para precipitar o quadro, embora a causa exata do diabetes tipo 1 ainda seja objeto de estudo.

Adaptação à Nova Realidade

Desde o diagnóstico, a vida de Léo passou por mudanças significativas. A família, com o apoio de uma equipe multidisciplinar composta por endocrinologistas, pediatras e nutricionistas, implementou uma rotina rigorosa para controlar a glicemia do menino. Léo utiliza um sensor de glicose, um dispositivo aplicado sob a pele que monitora os níveis de açúcar no sangue em tempo real, facilitando o acompanhamento e reduzindo a necessidade de picadas frequentes no dedo. Recentemente, uma imagem do menino mostrando o sensor ao lado de sua babá, que também vive com diabetes, emocionou o público e trouxe visibilidade à sua condição.

A alimentação de Léo também foi adaptada. Ruth, avó dedicada, mergulhou no universo da culinária low carb para garantir que o neto tenha uma dieta balanceada e saborosa. Bolos, biscoitos e salgados feitos com farinha de amêndoas são algumas das receitas que ela aprendeu a preparar, sempre com a preocupação de oferecer variedade para que Léo, ainda tão jovem, não sinta o peso das restrições alimentares. Até os dois anos, antes do diagnóstico, o menino nunca havia consumido doces, o que facilitou a transição para uma dieta controlada.

O Impacto Emocional e o Cuidado Familiar

Além dos desafios físicos, o lado emocional de Léo também requer atenção. A perda de Marília Mendonça, uma figura central em sua vida, deixou marcas profundas. Ruth relata que o menino sentia falta da mãe, chamando por ela e buscando sua presença nos primeiros meses após o acidente. Para ajudá-lo a compreender a ausência, a família explicou que “mamãe virou uma estrela no céu”, uma forma delicada de lidar com a complexidade da morte para uma criança tão pequena. Hoje, Léo parece mais adaptado, mas ainda demonstra apego intenso à avó e ao pai, refletindo o impacto emocional da perda.

A guarda compartilhada entre Ruth e Murilo Huff garante que Léo cresça cercado de amor e apoio. Murilo, que também é cantor, mantém uma relação próxima com a família de Marília, e juntos eles trabalham para oferecer ao menino uma infância o mais saudável e feliz possível, apesar das circunstâncias.

Diabetes Tipo 1: Entendendo a Condição

O diabetes tipo 1 é uma doença crônica que afeta cerca de 10% das pessoas com diabetes. Diferentemente do tipo 2, que está mais associado a fatores como obesidade e estilo de vida, o tipo 1 é uma condição autoimune, em que o sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Sem insulina, a glicose se acumula no sangue, podendo levar a complicações graves se não for controlada.

Os sintomas, como os que Léo apresentou, incluem sede excessiva, urina frequente, fome intensa, perda de peso e cansaço. O tratamento envolve o uso de insulina (em alguns casos, como o de Léo, controlado apenas com dieta e monitoramento), além de uma alimentação equilibrada e acompanhamento médico regular. Sensores de glicose, como o que Léo utiliza, representam um avanço importante, permitindo um controle mais preciso e menos invasivo.

O Legado de Marília e a Força de Léo

A história de Léo é um reflexo não apenas dos desafios que enfrenta, mas também da força herdada de sua mãe, Marília Mendonça, conhecida como a “Rainha da Sofrência”. Marília deixou um legado de resiliência, talento e amor incondicional, que agora vive em Léo. Apesar da pouca idade, o menino já demonstra traços da mãe, como o gosto pela música – vídeos dele tocando bateria em sucessos de Marília emocionaram os fãs.

A família, os amigos e os admiradores de Marília continuam a apoiar Léo, que cresce em meio a cuidados médicos e muito carinho. Sua história é um lembrete da importância de acolher as crianças em suas lutas, oferecendo não apenas tratamento médico, mas também suporte emocional para que possam enfrentar os desafios com coragem.

Léo, com seu sensor de glicose e sua rotina regrada, é mais do que um menino com diabetes: é um símbolo de superação, amor familiar e da continuidade do legado de Marília Mendonça, que segue brilhando como uma estrela no céu e no coração de todos que a amam.