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Quem era Mayara Stephany, morta após ser baleada na cabeça pelo ex-companheiro no DF

Mayara Stephany Varela de Almeida Sousa, de 30 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (16/10), no Hospital de Base do Distrito Federal, após ser baleada pelo ex-companheiro na Candangolândia. Mãe de dois filhos, ela estava internada em estado grave desde a noite anterior, quando foi atingida por disparos na cabeça e no tórax. O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) como feminicídio.

Segundo familiares, Mayara havia conquistado recentemente um emprego como recepcionista em uma empresa. Antes disso, trabalhou como cabeleireira em um salão de beleza no Sudoeste, no Distrito Federal. Ela era filha única de Josi Varela, que trabalha como vigilante na Escola Classe 1 da Candangolândia.

À reportagem, a diretora da escola, Drika Galeno, descreveu Mayara como uma filha companheira e uma mãe responsável, presente e carinhosa. A vítima deixa um adolescente de 12 anos e uma menina de 3 anos. A criança mais nova é filha do relacionamento com André Eduardo Alves da Silva, de 40 anos, apontado como suspeito do crime.

O ataque ocorreu na noite de quinta-feira (15/10), na QR 1 da Candangolândia. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o homem agride Mayara e atira contra ela. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a mulher foi encontrada em estado gravíssimo e levada ao pronto-socorro do Hospital de Base com lesões de alta severidade e em parada cardiorrespiratória. Ela permaneceu internada com auxílio de aparelhos, mas não resistiu. O óbito foi constatado por volta das 10h desta sexta-feira.

A mãe de Mayara afirmou que a filha e André estavam separados havia cerca de dois anos e enfrentavam conflitos frequentes. Conforme o relato, as discussões estariam relacionadas, entre outros assuntos, a um pedido de pensão alimentícia feito por Mayara. Josi também contou que a filha havia registrado um boletim de ocorrência contra o ex-companheiro por agressões verbais e xingamentos. Não havia, segundo os familiares, medida protetiva em vigor.

André Eduardo Alves da Silva permanecia foragido até a última atualização das reportagens consultadas. A PCDF tenta localizar o suspeito e reunir elementos para esclarecer a dinâmica do crime. O homem responde a um processo relacionado a violência contra a mulher, injúria e crimes contra a honra, registrado em janeiro deste ano. Como o processo tramita sob segredo de Justiça, não foi possível confirmar se a ação envolve Mayara.

A morte de Mayara ocorre após uma tentativa de feminicídio registrada em uma área residencial da capital federal. A investigação deverá analisar as imagens, os relatos de familiares e testemunhas e os registros anteriores de violência para definir as circunstâncias do ataque e responsabilizar o autor. Até o momento, a polícia não informou a localização do suspeito nem detalhes sobre a arma utilizada.